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Talvez eu só quero que me queiram. Tenho sim, oportunidades. Amo quando se aproximam, mas temo e logo depois desse temor, somem, como se não houvesse nada ali, um ser vagante, nômade que chega, invade, usufrui de tudo o que pode e vai embora.
E talvez foi com isso que aprendi a lidar. A frieza logo no começo é como se fosse uma barreira, pra filtrar quem realmente deve ficar contigo. E quando se ultrapassa essa barreira imposta por mim é o que é valoroso e fofo. Uma frieza que não quero, só acontece, na qual, a maioria das pessoas desistem na primeira oportunidade e não procura conhecer, lutar e entender.
Tanto faz é o que eu sinto agora e também não me importo. Se importar tanto pra quê?
“Quantas vezes fiquei sem dormir. Vendo o dia amanhecer… Procurando um motivo, pra te dizer de tudo o que senti e sem conseguir sorrir, fui esconder o que sentia por você. E o que eu deixei pra trás, o que eu deixei passar, fui totalmente incapaz, não conseguia amar. Te deixei ir, pra não me perder, só quero me encontrar e um dia te dizer: - Quero te ver bem, com outro alguém, que tu seja feliz e sem se arrepender, faça da tua vida tua história e nunca deixe de crescer. Tu se foi e não volta, conformei meu coração e sei que não foi em vão! Finalmente me encontrei e só sobrou as lembranças, de quem um dia amei. E o frio me tomou, tornando-me que não sou. Vou achar alguém que hei de amar e que será capaz de um dia me mudar.”
E talvez se você agarra-se me e nunca mais me soltasse seria o suficiente.
Sem palavras que facilmente se vai com o passar dos ventos. Com um olhar, ou com um sorriso, ou só mostrar como se sentia… Mas não fui o suficiente pra ti. - E talvez não consiga ser pra mais ninguém.
Queria só que me segurasse, pegasse a minha mão. Eu fiz o máximo que pude e o que não pude. Sofri calado, mas eu estava contigo, e eras o amor da minha vida. Mas tudo se foi. Com um tchau tão vazio e nunca mais o vi. Pareceu nunca ter existido o que chamávamos de namoro - e que seria pra sempre.
Eu te procurei - ou procuro, onde quer que seja, em um sorriso, em uma música, em outras pessoas, mas não, deixastes uma marca aqui e parece não cicatrizar.
Pensávamos em nos casar, em ter dois filhos, e sem pressa, construir um lar onde tudo estaria perfeito, prometemos um a o outro o eterno amor.
E com as idealizações, a frustração foi maior. Não foi bem assim e talvez não era pra ser. Talvez foi a falta de visão e a totalidade da dimensão que isso iria ser um dia. Adeus você? Sim, foi o que aconteceu.
No começo era um vício, tão difícil de deixar, de largar.
Amor? Não sei se é a palavra adequada para designar o que não foi o amor, ou se foi apenas a idealização de algo que nunca sentiu.


